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21/02/2012

1º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA



Obs: Este artigo tem 11º partes você acompanha as numerações ao lado direito onde esta escrito sobre o conteúdo publicado no blogger.O artigo foi escrito por Charles-Thomson e publicado em seu blogger e traduzido por Ivan G Pessoa.

Link: http://www.huffingtonpost.com/charles-thomson/one-of-the-most-shameful_b_610258.html

Introdução:
 Michael Jackson foi um mensageiro-que sofreu assim como Jesus- nas mãos daqueles que invejaram, julgaram e odiaram, alguém ou qualquer coisa que eles não entendessem. ‘GRANDES ESPIRITOS TEM SEMPRE ENCONTRADO OPOSIÇÃO VIOLENTA DE MENTES MEDÍOCRES” - Albert Einstein 

(Os seres humanos são um pouco como animais em sua natureza e é somente nosso código moral interno e regras sociais que nos impedem de mostrar o que temos de pior. Assim quando alguém libera as pessoas dos seus freios morais e sociais, muitos não conseguem resistir à tentação e mostram seus piores instintos. É especialmente perigoso quando pessoas pensam que eles estão fazendo isso pelo “bem comum”. A estrada para o inferno - como vocês sabem – está realmente pavimentada com boas intenções. Isto é provavelmente como a coisa toda começou com Michael Jackson. Alguns se ressentiram que um menino pobre chegasse ao topo e tivesse mais do que eles jamais poderiam sonhar. Alguns tinham inveja do seu talento. Alguns eram racistas que não queriam partilhar da mesma vizinhança com ele. Alguns queriam fazer uma carreira política colocando-o na cadeia e alguns viram isto como uma oportunidade de fazer dinheiro às custas dele. E alguns estavam de boa vontade cooperando com as autoridades que estavam a fim de “mostrar o lugar dele”. Eles podiam muito bem ser guiados por alguns “princípios morais elevados” da maneira como eles os entendiam e podiam estar sempre prontos para ajudar a polícia, plantando algumas “evidências” na casa dele – e tudo isso no nome da nobre causa de defender a sociedade de um “predador”. O que era comum para essas diferentes pessoas era a sua noção pré-concebida de que ele era culpado e “isso” deveria ser impedido. Casos como esse não exigem evidência –sua certeza na culpa de alguém substitui a necessidade de provar isso e quando você tem um objetivo de estigmatizar alguém como criminoso a realidade irá se esticar o suficiente para caber no objetivo estabelecido – especialmente quando há por perto tantos “favoráveis ao bem”. Você não pode imaginar a quantos extremos esses colaboradores que desejam o bem, podem ir quando eles sentem que as autoridades os estão encorajando nos seus esforços.) continuação....

2º PARTE UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA


UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA Escrito por Charles Thomson de huffingtonpost.com/Charles-thomson Traduzido por Megaechad Há exatamente cinco anos atrás 12 jurados unanimemente absolveram Michael Jackson de várias acusações de abuso, conspiração e alegação de fornecer álcool a um menor. É difícil saber como a história irá lembrar do julgamento de Michael Jackson. Talvez como o protótipo de obsessão de celebridade ocidental. Talvez como um linchamento do século 21. Pessoalmente, acho que esse julgamento será lembrado como um dos episódios mais vergonhosos da história jornalística. É só quando você começa a pesquisar através de arquivos de jornais e assistir novamente horas de cobertura na televisão é que você realmente entende a magnitude da negligência da mídia. Foi falha em toda a extensão da palavra. Sem dúvida houve certos jornalistas e até certas publicações e canais de TV que abertamente favoreciam a acusação, mas muitas deficiências da mídia eram institucionais. Em uma mídia obcecada com declarações públicas, como você reduz oito horas de depoimentos em duas sentenças e ainda permanece preciso/exato? Numa época de notícias e blogs instantâneos, como você resiste à tentação de sair correndo da sala do tribunal na primeira oportunidade para levar as novas das ultimas alegações maldosas, mesmo que isto signifique perder uma fatia do depoimento do dia? Rememorando o julgamento de Michael Jackson, vejo uma mídia fora de controle. A quantidade enorme de propaganda, erros sistemáticos, distorção e falta de informação vai além da compreensão. Lendo os transcritos da corte e comparando-os com os comentários dos jornais, o julgamento que foi transmitido para o público nem de longe lembrava o julgamento que estava acontecendo dentro da sala do tribunal. Os transcritos mostram um desfile sem fim de testemunhas sórdidas da acusação cometendo perjúrio, praticamente a cada hora e se desintegrando quando interrogados pela defesa. Os comentários dos jornais e os clips de notícias da TV dão detalhes diariamente das acusações hediondas e sinistras e comentários sexualmente sugestivos. Foi em 18 de Novembro de 2003 quando 70 delegados de polícia investiram contra Neverland Ranch de Michael Jackson. Tão logo as notícias da batida vieram ao conhecimento do público, os canais de notícias abandonaram sua programação e começaram a fazer uma cobertura de 24 horas sobre esse acontecimento.
Continua....

3º PARTE UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA


Quando surgiu a noticia que M. Jackson foi acusado de molestar o jovem sobrevivente de câncer Gavin Arvizo, o menino que tinha aparecido no documentário de Martin Bashir, Living with Michael Jackson segurando a mão de Michael, a mídia foi à loucura. Networks ficaram tão obcecados pelo escândalo que um ataque terrorista na Turquia ficou quase sem cobertura, somente a CNN se preocupou em noticiar a conferência entre George Bush e Tony Blair sobre o acontecimento. As três maiores networks começaram a produzir notícias especiais de uma hora de duração no caso Jackson, aparentemente não levando em conta que ainda não se sabia nada sobre as alegações e os promotores não estavam respondendo perguntas. A CBS dedicou um episódio de 48 Hours Investigates (48 horas investiga) a prisão, enquanto a Dateline da NBC e 20/20 da ABC se apressavam a apresentar Jackson Especiais. Dois dias após o ataque a Neverland e antes que Jackson tivesse sido preso, VH1 anunciou um documentário intitulado “O escândalo sexual Michael Jackson”. O Daily Variety descreveu a estória de Jackson como “um presente divino para... oportunidades para a mídia particularmente canais de notícias e estações locais visando aumentar os números Nielsen no final da semana com os mais importantes furos. O Daily Variety estava certo. As notícias relacionadas a Celebridades viram números explodirem quando a estória de Jackson foi publicada. O número de acessos para Access Hollywood estava a 10% na semana anterior. Entertainment Tonight e Extra, ambos alcançaram o melhor número de audiência da estação e Celebrity Justice também gozou de um aumento de 8%. Os jornais reagiam tão histericamente quanto as estações de TV. “Doente, Pervertido! “ Gritava o New York Daily News. “Jacko: Sai dessa agora” incitava o New York Post. The Sun- o maior jornal britânico – publicava um artigo entitulado “Ele é “Bad” (Mau), Ele é “Dangerous”(Perigoso), Ele é History”. Eles estigmatizavam Jackson como “ex-negro ex-superstar”, a freak (esquisito) e um “indivíduo deformado” e clamavam para que seus filhos fossem levados. “Se ele não fosse um ídolo pop com pilhas de dinheiro para se esconder”, dizia, “ele teria sido pego anos atrás.” Encorajada pelo aumento de audiência que o escândalo Jackson tinha produzido, a mídia considerou como sua missão explorar o caso Jackson o mais possível. Tom Sinclair do Entertainment Weekly escreveu “ Os especialistas da mídia, do mais incompetente e desleixado repórter de tabloide até o mais fino âncora de notícias, estão trabalhando excessivamente, lutando para preencher polegada a polegada colunas e tempo no ar com furos sobre Jackson e cabeças falantes.” “A pressão em notícias é enorme”, o advogado Harland Braun disse a Sinclair. “Assim advogados dos quais nunca se ouviu falar terminam na televisão falando sobre casos com os quais eles não têm nenhuma ligação.” Sinclair acrescentou, “E não somente advogados. Todo mundo, desde médicos, escritores, psiquiatras até empregados de lojas de conveniência que algum dia, atenderam Jackson estão sendo levados em conta, tanto na TV como por escrito.

4º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA


Enquanto a mídia estava ocupada perturbando uma multidão de charlatães e conhecidos distantes para externar o seu ponto de vista sobre o escândalo, o time de promotores atrás do último caso Jackson estava se envolvendo em alguns comportamentos altamente questionáveis – mas a mídia parecia não ligar. Durante a batida ao rancho Neverland, o Promotor Público Tom Sneddon – o promotor que sem sucesso perseguiu Jackson em 1993 – e seus oficiais quebraram os termos de seu próprio mandato de busca ao entrar no escritório de Jackson e tomando posse de irrelevantes pilhas de papel de negócios. Eles também deram uma batida ilegal no escritório de um PI que trabalhava na defesa do time de Jackson e roubaram documentos da defesa da casa do assistente pessoal do cantor. Sneddon também pareceu estar interferindo com elementos fundamentais do caso toda vez que alguma evidência surgia o que minava as alegações da família Arvizo. Por exemplo, quando o promotor público (district attorney) soube de duas entrevistas nas quais a família inteira dos Arvizo elogiou Jackson e negou qualquer abuso, ele (Sneddon) introduziu uma acusação de conspiração e alegou que eles tinham sido forçados a mentir contra a vontade. Em uma outra ocorrência, o advogado de Jackson, Mark Geragos apareceu na NBC em Janeiro 2004 e anunciou que o cantor tinha um álibi concreto e indiscutível para as datas mencionadas na folha da acusação. Quando Jackson foi processado novamente em Abril com a acusação de conspiração, as datas do abuso no inquérito policial foram trocadas por quase duas semanas. Sneddon mais tarde foi apanhado, aparentemente tentando plantar evidência de impressões digitais contra Jackson, permitindo que o acusador Gavin Arvizo manuseasse magazines para adultos durante a audiência do Júri Principal, e em seguida embalando os mesmos (magazines) para mandá-los para análise de impressões digitais. Não somente a maior parte da mídia fez vista grossa para esta confusão questionável e ocasional de atividade ilegal da parte da acusação, como também parecia perfeitamente contente ao perpetuar propaganda incriminatória a favor da acusação, apesar da completa falta de prova corroborativa. Por exemplo, Diane Dimond apareceu no programa Larry King Live, dias depois da prisão de Jackson e falou repetidamente sobre uma “pilha de cartas de amor” que o astro havia supostamente escrito para Gavin Arvizo. “Alguém aqui.... sabe da existência dessas cartas?”” perguntou King. “Com certeza,” Dimond respondeu. “Eu sei. Eu absolutamente sei da existência delas!” “Diane, você leu essas cartas?” “Não. Eu não as li.” Dimond admitiu que ela nunca tinha visto as cartas, muito menos lido as mesmas, mas ela disse que sabia sobre elas “de fontes fidedignas”[1]. Mas aquelas cartas nunca se materializaram. Quando Dimond disse que “ela absolutamente sabia” da sua existência, ela estava baseando seus comentários somente nas palavras de fontes policiais. Na melhor das hipóteses, a polícia estava repetindo em boa fé as alegações dos Arvizos. Na pior das hipóteses eles tinham inventado/confeccionado a estória eles mesmos para manchar o nome de Jackson.

5º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA



De qualquer maneira a estória viajou ao redor do mundo sem nenhum fio de evidência para confirmá-la. Depois de decorrido mais de um ano entre a prisão de Jackson e o começo e julgamento e a media foi obrigada a tentar manter a estória no ar tanto quanto possível durante este intervalo. Sabendo que Jackson estava limitado por ordem judicial e portanto impedido de responder, os simpatizantes da promotoria começaram a vazar documentos tais como, a declaração da policia em 1993 sobre o caso Jordan Chandler. A media, faminta por escândalo e sensacionalismo se atirou a eles. Ao mesmo tempo, alegações vendidas para os tablóides TV shows por ex-empregados descontentes nos anos de 1990 eram constantemente reavivadas e apresentadas como novas. Pequenos detalhes das alegações da família Arvizo periodicamente vazavam. Enquanto a maior parte da media relatava estas estórias como alegações e não como fatos, a maior quantidade e freqüência das estórias ligando Jackson ao abuso sexual, junto com a sua inabilidade de refutá-las , produzia um efeito devastador na imagem pública do astro. O julgamento começou no inicio de 2005 com a seleção do júri. Quando a NBC perguntou a Diane Dimond sobre a tática da acusação e da defesa para a seleção do júri, ela disse que a diferença era que a acusação estaria procurando por jurados que tivessem percepção de “bem versus mal” e “certo e errado”. Nem bem os jurados tinham sido selecionados Newsweek já estava tentando diminuí-los, dizendo que um júri de classe média seria incapaz de julgar convenientemente uma família de classe inferior. Em um artigo intitulado “Playing the Class Card” revista dizia: “O Julgamento de Jackson pode depender em algo mais do que racismo. E com isto não queremos dizer a evidencia. Quando o julgamento foi iniciado, ficou rapidamente aparente que o caso estava cheio de furos. A única “evidencia” da acusação era uma pilha de magazines pornográficos heterosexuais e alguns livros de arte. Thomas Mesereau escreveu em uma moção da corte, “O esforço de julgar Mr. Jackson por ele possuir uma das maiores bibliotecas particulares no mundo é alarmante. Nunca desde o dia negro de quase três quartos de século passados, alguém tem testemunhado uma acusação que reivindicasse que o fato de possuir livros de artistas famosos seria evidencia de um crime contra o estado”. O irmão de Gavin Arvizo, Star, subiu para depor no inicio do julgamento e alegou ter presenciado dois atos específicos de abuso mas o seu testemunho foi completamente inconsistente.

6º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA


Quanto ao suposto ato, ele alegou ao testemunhar que Jackson tinha estado acariciando Gavin, mas em uma descrição prévia do mesmo incidente ele contou uma estória completamente diferente, dizendo que Jackson tinha estado esfregando o pênis contra as nádegas do Gavin. Ele também contou duas estórias diferentes sobre o outro suposto ato em dois dias consecutivos no tribunal. Durante o interrogatório, o advogado de Jackson, Thomas Mesereau, mostrou a Gavin uma cópia de uma revista (Barely Legal – Quase Ilegal) e repetidamente perguntou se era a mesma edição específica que Jackson tinha mostrado a ele e ao irmão. O menino insistiu que sim, era a mesma, ao que Mesereau revelou que a mesma tinha sido publicada em Agosto de 2003, 5 meses depois que a família Arvizo tinha deixado Neverland. Mas esta informação ficou quase inteiramente não relatada , com a media antes preferindo se concentrar nas alegações do menino do que no interrogatório posterior o qual anulava a mesma. Alegações são pratos apetitosos . Interrogatórios complexos não são. Quando Gavin Arvizo tomou o assento das testemunhas, ele disse que Jackson tinha instigado o primeiro ato de abuso dizendo para ele que todos os meninos tem que se masturbar ou então eles se tornarão estupradores. Mas Mesereau mostrou com o interrogatório que se seguiu que o menino tinha previamente admitido que foi sua avó que tinha feito este comentário, e não Jackson, significando que o caso inteiro de abuso estava baseado em uma mentira. Sob interrogatório o menino severamente arruinava a acusação de conspiração do promotor contando que ele nunca tinha sentido medo quando esteve em Neverland e que ele nunca tinha desejado deixar Neverland. Seus relatos sobre as alegações de abuso também divergiam das do seu irmão. Infelizmente para Jackson, todo o interrogatório de Gavin Arvizo foi ignorado porque os jornais davam risadas e faziam fofocas sobre o que se tornou conhecido como o “dia do pijama”. No primeiro dia do interrogatório direto do menino, Jackson escorregou no chuveiro, machucou seu pulmão e foi levado às pressas para o hospital. Quando o juiz Rodney Melville ordenou um mandado de prisão para Jackson a menos que ele chegasse dentro de uma hora, o cantor apressou-se a chegar ao tribunal e foi com as calças de pijama que estava usando quando foi levado ao hospital. As fotografias de Jackson usando pijamas correram através do mundo, sempre sem mencionarem que ele tinha se machucado ou a razão porque ele estaria usando pijamas. Muitos jornalistas acusaram Jackson de que ele estaria fingindo o acontecimento no sentido de ganhar simpatia, apesar de que solidária é a última palavra a ser usada para descrever a reação da mídia. O incidente não impediu que a mídia enviasse no dia seguinte alegações sensacionalistas pelo mundo inteiro. Na mídia alguns até publicavam o testemunho do garoto como fato ao invés de suposição. “Ele disse se meninos não fizerem isso eles podem se tornar estupradores–o menino com câncer conta à corte sobre o sexo com Jackson”, relatou o “The Mirror”. Mas o interrogatório do menino era uma outra história. E este resultado do interrogatório ficou praticamente sem ser reportado. Ao invés de estórias sobre as mentiras de Gavin Arvizo e as alegações contraditórias dos dois irmãos, as páginas dos jornais estavam cheias de opiniões irritantes sobre os pijamas de Jackson, apesar do “dia do pijama” ter acontecido previamente. Milhares de palavras eram dedicadas a se Jackson usava peruca ou não e o jornal “Sun” até publicava um artigo atacando Jackson por causa dos acessórios que ele usava no seu paletó cada dia. Parecia que a imprensa escreveria qualquer coisa para evitar discutir o resultado do interrogatório feito ao rapaz, o qual enfraquecia severamente o caso da acusação. Esse hábito de reportar alegações sensacionalistas ignorando o interrogatório da defesa que completamente desacreditava essas alegações, se tornou uma tendência distinta através de todo o julgamento de Jackson. Em uma entrevista em Abril 2005 com Matt Drudge, o colunista da Fox, Roger Friedman explicou, “O que não está sendo relatado é que o interrogatório dessas testemunhas é usualmente fatal para elas”. Ele disse mais que toda vez que alguém disse alguma coisa obscena ou dramática sobre Jackson, a mídia “corria para fora do recinto para reportar sobre o assunto” e não ficava a par do subseqüente interrogatório feito pela defesa. Drudge concordou acrescentando, “Vocês não estão ouvindo como, testemunha após testemunha estão sendo desintegradas ao prestar depoimento. Não há nem uma testemunha, pelo menos ultimamente, que não tenha admitido ter cometido perjúrio em procedimentos anteriores, quer neste ou em algum outro caso”. Esta tendência alarmante de ignorar o interrogatório feito pela defesa ficou talvez mais aparente na cobertura da mídia, no caso do testemunho de Kiki Fournier. Sob interrogatório direto pela acusação, Fournier – uma governanta de Neverland- testemunhou que quando estavam em Neverland as crianças geralmente se tornavam desobedientes e as vezes, ela tinha visto as crianças tão super ativas que elas poderiam possivelmente ter sido embriagadas.
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7º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA


Ao ouvir isto a mídia corria para fora para reportar esta aparente surpreendente notícia e deixava de ouvir uma das partes mais significantes de testemunho do julgamento inteiro. Sob interrogatório por Thomas Mesereau, Fournier disse que durante as ultimas semanas que a família Arvizo passou em Neverland- o período durante o qual o abuso supostamente tenha acontecido- os quartos de hóspedes dos dois meninos estava constantemente desarrumado, fazendo-a crer que eles tenham estado dormindo em seus quartos o tempo todo- e não no quarto do Michael. Ela também testemunhou que Star Arvizo certa vez sacou uma faca contra ela na cozinha, e ela explicou que não sentiu que aquilo era uma brincadeira e pensou que ele estava “tentando mostrar algum tipo de autoridade”. Em um golpe devastador contra a crescente e hilariante conspiração da acusação, Fournier, achou engraçada a idéia de que alguém pudesse ser feito prisioneiro em Neverland, e disse aos jurados que não havia cerca alta em volta da propriedade e que a família poderia ter facilmente saído a qualquer tempo . Quando a mãe de Gavin e Star, Janet Arvizo tomou o assento das testemunhas, Tom Sneddon estava com as mãos na cabeça. Ela alegou que o videotape feito com ela e os filhos elogiando Jackson tinha sido redigido palavra por palavra por um homem alemão que mal falava inglês. Em segmentos do vídeo ela tinha sido vista cantando elogios para Jackson e logo depois parecendo constrangida e perguntando se ela estava sendo gravada. Ela disse que isso tinha sido redigido também. Ela alegou que tinha sido mantida refém em Neverland, entretanto registros e recibos mostravam que ela tinha deixado o rancho e voltado em três ocasiões durante o período de “cativeiro”. Tornou-se aparente que ela estava sob investigação naquele momento por fraude na Previdência Social e também tinha falsamente obtido dinheiro às custas da doença do seu filho, obtendo benefícios para pagar pelo tratamento do câncer, estando ele já coberto pelo seguro. Mesmo os mais ardentes defensores da acusação tinha que admitir que Janet Arvizo era uma testemunha desastrosa para o Estado. Exceto Diane Dimond, que em Março de 2005 parece ter usado a fraude da Previdência cometida por Janet Arvizo (ela foi condenada no inicio do julgamento de Jackson) como prova indireta da culpa de Jackson,sinalizando um artigo do New York Post com “gob smacking line”: Pedófilos não visam meninos que tem pais como Ozzie e Harriet. Vendo seu caso se deteriorando perante os olhos a acusação recorreu ao juiz para admitir evidência de “má conduta anterior”. A permissão foi concedida. A acusação disse ao juri que eles iriam ouvir evidencia de 5 vítimas anteriores. Mas esses cinco casos anteriores acabaram sendo até mais ridículos do que as alegações dos Arvizos.
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8º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA


Um desfile de seguranças e governantas tomou o assento das testemunhas para testificar que eles tinham presenciado abuso, a maior parte realizado em três meninos: Wade Robson, Brett Barnes e Macauley Culkin. Mas esses três garotos eram as primeiras testemunhas da defesa, cada um deles testemunhando que Jackson nunca tocou neles e que eles se ofenderam com essa implicação. Além do mais, foi revelado que cada um desses empregados anteriores haviam sido despedidos por Jackson por roubarem na sua propriedade ou tinham perdido um processo ilegal e terminaram devendo a Jackson grande soma em dinheiro. Eles também tinham negligenciado de comunicar à policia quando supostamente eles testemunharam esse abuso, até mesmo quando questionados em conexão com a alegação em 1993 sobre Jordie Chandler, mas subsequentemente tentaram vender estórias para a imprensa –algumas vezes com sucesso. Quanto mais dinheiro sobre a mesa, mais indecentes as alegações se tornavam. Em uma entrevista com Matt Drudge Roger Friedman reclamou que a mídia estava ignorando o interrogatório das testemunhas dos “maus atos anteriores” resultando em relatórios distorcidos. Ele disse “Quando a quinta-feira começou, aquela primeira hora foi com este sujeito Ralph Chacon que havia trabalhado no rancho como segurança. Ele contou a estória mais ultrajante. Era muito detalhada. E naturalmente todo mundo correu para fora para relatar sobre ela. Mas houve dez minutos logo antes do primeiro intervalo na quinta-feira quando Tom Mesereau se levantou e interrogou este sujeito e completamente destruiu suas alegações.” A quarta “vitima”, Jason Francia, tomou o assento e alegou que quando ele era criança, Jackson tinha abusado dele em três diferentes situações. Forçado a fornecer detalhes do “abuso”, ele disse que Jackson tinha feito cócegas nele três vezes por cima da roupa e que ele tinha necessitado anos de terapia para superar isso. Nesse momento viram o júri revirar os olhos, mas os reporters incluindo Dan Abrams , aclamaram-no como sugestivo, predizendo que ele poderia ser a testemunha que iria colocar Jackson atrás das grades. A mídia repetidamente afirmou que as alegações de Francia tinham sido feitas em 1990, levando audiências a acreditar que as alegações sobre Jordie Chanler eram pré-datadas. Na realidade, mesmo que Jason Francia alegasse que os atos de abuso tivessem ocorrido em 1990, ele não tinha reportado os mesmos até depois da tempestade da mídia sobre as alegações de Chandler, quando desta oportunidade, sua mãe, a empregada de Neverland, Blanca Francia prontamente extraiu $20,000 do Hard Copy por uma entrevista com Diane Dimond e outros $2.4 milhões em um acordo com Jackson. Além do mais transcritos de entrevistas da policia, mostravam que Francia tinha repetidamente mudado sua estória e tinha originalmente insistido que ele nunca tinha sido molestado. Transcritos também mostravam que ele somente disse ter sido molestado depois que os oficiais da policia repetidamente excederam os limites durante as entrevistas. Os oficiais repetidamente se referiam a Jackson como “o molestador”.

9º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA



 Em uma ocasião eles disseram ao menino que Jackson estava molestando Macauley Culkin naquele momento, alegando que o único jeito para livrar Culkin seria se Francia dissesse que ele tinha sido abusado sexualmente pelo astro. Transcritos também mostravam que Francia tinha dito sobre a policia: “ Eles me faziam imaginar coisas. Eles continuavam forçando. Eu queria bater na cabeça deles”. A quinta “vítima” era Jordie Chandler, que havia preferido deixar o país do que testemunhar contra o seu antigo amigo . Thomas Mesereau disse em uma conferência em Harvard no fim daquele ano: “A acusação tentou fazer com que ele aparecesse mas ele não quis. “ Se ele tivesse aparecido, eu tinha testemunhas que viriam para dizer que Jordie disse para eles que isso nunca aconteceu e que ele nunca mais iria falar com seus pais por causa do que eles fizeram o Jordie dizer. O que aconteceu foi que Jordie tinha ido à corte e conseguiu emancipação legal dos seus pais. June Chandler, a mãe de Jordie, testemunhou que ela não tem falado com seu filho for 11 anos. Questionada sobre o caso de 1993, ela parece ter sofrido um caso severo de memória seletiva. A certa altura ela alegou que não podia se lembrar ter sido processada por Michael Jackson e em um outro momento ela disse que nunca tinha ouvido falar do seu próprio advogado. Ela também nunca presenciou nenhum abuso. Quando a acusação deu o assunto por encerrado, a mídia pareceu perder o interesse no julgamento. A caso da defesa foi dado comparativamente pouco espaço nos jornais e na transmissão ao ar. O “The Hollywood Reporter”, que reportava diligentemente no julgamento de Jackson, deixou de transmitir duas semanas inteiras do caso da defesa. A atitude parecia ser que a menos que o testemunho fosse indecente e com detalhes- a menos que fornecesse um bom e apetitoso bocado- não valia a pena reportar. A defesa chamou numerosas fantásticas testemunhas, meninos e meninas que haviam estado com Jackson muitas vezes e nunca tinham presenciado nenhum comportamento inapropriado, empregados que tinham presenciado os meninos Arvizo se servindo de álcool na ausência de Jackson e celebridades que também tinham sido alvo de handouts pela acusação. Mas pouco deste testemunho era retransmitido ao público. Quando o Promotor Tom Sneddon se referiu ao comediante negro Chris Tucker como “rapaz” durante seu interrogatório, a mídia nem piscou. Quando ambos os lados disseram aos jurados que se eles achassem alguma dúvida razoável, eles tinham que absolver. Qualquer pessoa que estivesse prestando atenção aos procedimentos podia perceber que a dúvida estava tão além de razoável que nem era engraçado. Quase todas as testemunhas da acusação ou tinham cometido perjúrio ou acabavam ajudando a defesa. Não havia nenhum traço de evidencia conectando Jackson a qualquer crime e tampouco havia uma única testemunha confiável que o ligasse a um crime. Mas isto não impediu que jornalistas e sabichões prognosticassem vereditos de culpado. Nancy Grace da CNN conduzindo o caminho. O advogado de defesa Robert Shapiro, que havia representado a família Chandler, declarou com certeza na CNN, “Ele vai ser condenado”. O ex-promotor Wendy Murphy disse à Fox News: Não há dúvidas, nós vamos ver condenação aqui”. A histeria dos fans fora do tribunal era um reflexo daquela dos reporters que guardavam lugares dentro do recinto da corte, e estavam tão excitados que o Juiz Rodney Melville ordenou que eles se contivessem. Thomas Mesereau comentou retrospectivamente que a mídia estava “salivando para ver Jackson ser arrastado para a prisão”.

10º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA


Mesereau disse numa entrevista subsequente que quando o juri entregou 14 vereditos de INOCENTE, a mídia se sentiu humilhada. O analista da mídia Tim Rutten mais tarde comentou, “ O QUE ACONTECEU QUANDO JACKSON FOI INOCENTADO EM TODAS AS ACUSAÇÕES? FACES VERMELHAS? DÚVIDAS? UM POUCO DE BUSCA INTERIOR? TALVEZ UMA EXPRESSÃO DE ARREPENDIMENTO PELA PRESSA EM JULGAR? NÃOOOOOO . Ao invés disso a reação foi franco ódio misturado com desprezo e uma estranha expressão de surpresa. Seu alvo agora eram os jurados... O inferno não conhece fúria como de um repórter âncora como alvo de escárnio. Numa conferência da imprensa após o veredito, Sneddon continuou a se referir a Gavin Arvizo como “vitima” e ele disse que suspeitava que o “fator celebridade” tinha impedido o julgamento do júri – uma linha da qual muitos sabichões da mídia rapidamente se apropriaram quando começaram a subestimar os jurados e seus vereditos. Dentro de minutos do anúncio, Nancy Grace apareceu na TV Court para alegar que os jurados tinham sido seduzidos pela fama de Jackson e a alegação bizarra que a única ligação fraca da acusação tinha sido Janet Arvizo. “Eu vou comer um sanduiche de corvo agora mesmo”, ela disse. O gosto não está muito bom, mas sabe de uma coisa? Eu também não estou surpresa. Pensei que celebridade é um fator tão importante. Quando você pensa que conhece alguém, quando você tem assistido os seus shows, ouvido os seus discos, lido as letras de suas músicas, acreditado que elas vinham do coração de alguém ... Jackson é muito carismático, mesmo que ele nunca tenha subido ao assento das testemunhas. Isto tem um grande efeito no júri. “Eu não vou jogar uma pedra na mãe, ainda que eu ache que ela tenha sido o elo fraco neste caso, mas a realidade é que eu não fiquei surpresa. Eu pensei que o júri fosse votar em favor de uma negociação similar de testemunhas . Aparentemente a defesa desarmou-as com o contra interrogatório da mãe. Eu penso que se resume a isso, pura e simplesmente.” Nancy Grace mais tarde declarou que Jackson foi “declarado inocente devido a celebridade” e ela foi vista perseguindo o primeiro jurado Paul Rodriguez para que ele dissesse que acreditava que Jackson tinha molestado crianças. Um dos convidados de Grace, psico- analista Bethany Marshall,levantou acusação pessoal contra uma jurada, dizendo:” Esta é uma mulher que não tem vida própria.” Durante Fox News, Wendy Murphy estigmatizava Jackson como “o molestador Teflon” e disse que os jurados necessitavam de testes de Q.I. Mais tarde ela acrescentou, “ Eu realmente penso que é o fator celebridade, e não a evidência. Eu acho que os jurados sequer entenderam quão influenciados eles foram por quem Michael Jackson é... Eles basicamente puseram alvos nas costas de todos, especialmente os altamente vulneráveis, crianças que agora vão entrar na vida de Michael Jackson.” O analista legal Jeffrey Toobin disse à CNN que ele pensava que o testemunho de “maus atos anteriores” tinha sido “evidência efetiva”, mesmo que muitos meninos no centro daquele testemunho tenham tomado o assento como testemunhas da defesa e negaram ter sido molestados. Ele também disse que a defesa ganhou porque “eles puderam contar uma estória, e jurados, você sabe, sempre entendem estórias mais do que fatos individuais”. Somente Roberto Shapiro foi digno na presença dos vereditos, dizendo aos expectadores que eles deveriam aceitar a decisão dos jurados , porque os mesmos eram de “uma parte muito conservadora da Califórnia e se eles não tiveram nenhuma dúvida, nenhum de nós deve ter qualquer dúvida.” No dia seguinte no programa Good Morning America, Diane Sawyer defendeu a idéia que o veredito tinha sido influenciado pelo status de celebridade de Jackson. “Você tem certeza?” ela contestava. “Você tem certeza que este homem gigantescamente renomado entrando na sala do tribunal não teve nenhuma influência?” O Washington Post comentou. “ Uma absolvição na limpa o nome dele, ela somente deixa a água turva”. Ambos, o New York Post e o New York Dail News exibiam a manchete sarcastica : “Rapaz, Oh, Rapaz!” No seu artigo final no New York Post sobre o julgamento Diane Dimond lamentava o veredito de inocente, dizendo que deixava o Michael Jackson intocável. Ele escreveu, “Ele saiu da corte um homem livre, inocente em todas as acusações. Mas Michael Jackson é tão mais do que livre. Ele agora tem carta branca para viver sua vida da maneira como ele quer, com quem ele desejar, porque quem jamais tentaria processá-lo agora”? Na Inglaterra o jornal Sun publicou um artigo da Jane Moore, uma celebridade extraordinária rent-a-gob and talking head, entitulado “ Se o júri concorda que Janet Arvizo é uma mãe má ( e ela É) ... Como eles deixaram Jackson livre?” Começava: “Michael Jackson é inocente. Justiça foi feita. Ou assim os malucos barulhentos reunidos fora do tribunal querem que acreditemos.” Em seguida ela questionou a capacidade mental dos jurados e descartou o sistema legal Americano como ”meio-endurecido”. “Nada nem ninguém verdadeiramente emerge como vencedor desta lamentável confusão”, ela concluiu, “ muito menos de tudo o que eles ridiculamente chamam de “justiça Americana”. Ally Ross, colaborador do jornal Sun, qualificou os fans de Jackson como “tristes, solitários detetives sabichões”.

11º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA



Um outro artigo do Sun, assinado pela apresentadora da TV diurna Lorraine Kelly, entitulado “ Não esqueça que os meninos ainda estão em perigo...os do próprio Jackson! Publicamente rotulava Jackson como culpado. Kelly – que nunca assistiu o julgamento de Jackson- lamentava o fato de Jackson “ter se livrado””, reclamando que “ao invés de definhar na cadeia, Jackson está agora de volta para casa em Neverland”. Jackson , ela concluiu , era “um triste, perdedor doentio que usa sua fama e dinheiro para atrair os pais de crianças que o fascinam”. Depois do ultraje inicial, a estória Michael Jackson caiu em declinio nas manchetes. Houve pouca análise dos vereditos de inocente e como eles foram alcançados. Uma absolvição foi considerada menos lucrativa que uma condenação. De fato, Thomas Mesereau disse anos mais tarde que se Jackson fosse condenado teria sido criado uma “industria de cabanas” para a mídia, gerando uma estória diária pelos anos a frente. Sagas a se perder de vista como a custódia dos filhos de Jackson, o controle do seu império financeiro, outras “vítimas” abrindo processos civis e os longos processos de apelação cada um deles iria gerar milhares de estórias durante meses, anos e talvez até décadas. A prisão de Jackson teria criado um estoque sem fim de manchetes gratuitas: Quem está visitando? Quem não está? Ele está na solitária? Se não está, quem são seus companheiros de cela? E sobre seus guardiões?Ele tem alguma namorada por correspondência? Dá para voar de helicóptero sobre o pátio da prisão e filmar quando ele estiver fazendo exercício? As possibilidades eram sem fim. Havia uma feroz guerra de apostas para saber quem iria obter as primeiras imagens de Jackson na sua cela antes do júri nem mesmo ter iniciado as deliberações. Um veredito de inocente não seria tão lucrativo. Em uma entrevista com Newsweek, um chefe da CNN Jonathan Klein se lembrou de ao assistir aos vereditos de inocente sendo anunciados ter dito aos seus subordinados: “Nós temos uma estória bem menos interessante agora.” O jornal The Hollywood Reporter observou que os programas de TV especiais convocados apressadamente sobre a absolvição de Jackson estavam com audiência baixa e estavam sendo superados na classificação pela reapresentação de Nanny 911. A estória estava acabada. Não havia pedidos de desculpas e nem retratação. Não havia apuração de fato nenhuma pergunta ou investigação. Ninguém foi responsabilizado a dar conta do que foi feito contra Michael Jackson. A mídia estava satisfeita de deixar que o povo continuasse a crer no seu relato fictício, incerto e pesadamente distorcido do julgamento. Era isso. Quando Michael Jackson faleceu a mídia entrou novamente em órbita. Que drogas o tinham matado? Há quanto tempo ele as estava usando? Quem havia prescrito as drogas? O que mais encontraram no seu corpo? Quanto ele estava pesando? Mas havia uma pergunta que ninguém parecia querer fazer: Porque? Porque Michael Jackson estava tão estressado e tão paranóico que ele não conseguia sequer ter uma noite de sono decente a não ser que alguém colocasse um tubo cheio de anestésico no seu braço? Penso que a resposta pode ser encontrada nos resultados de várias pesquisas conduzidas quando do final do julgamento de Michael Jackson. Uma pesquisa feita por Gallup nas horas que se seguiram depois do julgamento mostraram que 54% de Americanos brancos e 48% da população em geral não concordaram com a decisão do júri de “inocente”. A pesquisa também revelou que 62% do povo sentiu que o status de celebridade de Jackson foi relevante nos vereditos. 34% disseram que estavam deprimidos pelo veredito e 24% disseram que estavam “indignados”. Na pesquisa da Fox News 37% dos eleitores disseram que o veredito estava “errado”, enquanto um adicional de 25% disse que “celebridades compram justiça”. Uma pesquisa feita por People Weekly verificaram que um número surpreendente de leitores, 88%, discordou da decisão do júri. A mídia fez número na sua audiência e fez número em Jackson. Depois de atravessar um exaustivo e horrível julgamento, crivado de acusações medonhas que assassinam qualquer reputação, Michael Jackson deveria ter se sentido vingado quando o júri declarou unanimemente 14 vereditos de “inocente”. Mas a mídia, com sua cobertura irresponsável do julgamento, tornou impossível para Jackson se sentir verdadeiramente vindicado. O sistema legal pode tê-lo declarado inocente mas público, no geral, ainda pensava diferente. As alegações que foram contestadas na corte, ficaram incontestadas na imprensa. Testemunho duvidoso foi apresentado como fato. O caso da defesa ficou ignorado. Quando perguntaram ao júri sobre aqueles que duvidaram do veredito, o júri respondeu: “ELES NÃO VIRAM O QUE NÓS VIMOS”. Eles estão certos. Nós não vimos. Mas deveríamos ter visto. E aqueles que recusaram nos dizer permanecem nos seus empregos sem serem questionados, impunes e livres para fazer exatamente a mesma coisa para quem desejarem. AGORA, ISTO É O QUE CHAMO DE ‘INJUSTIÇA”. Em 25 de Junho de 2009, um dos humanitários menos celebrados deixou o planeta. A vida do Michael foi interrompida, encerrada criminalmente e durante toda a sua vida ele foi repetidamente alvo de oportunistas inescrupulosos e desonestos – mas ele enfrentou a todos sem ódio e sem violência. Queremos honrar Michael Jackson por tudo o que ele doou, conquistou e suportou enquanto aqui no planeta. Acreditamos que a maneira mais elevada e ad equada para honrar Michael Jackson é continuando a obra que ele deixou para nós fazermos. FAZER DIFFERENÇA NO MUNDO. SER A MUDANÇA QUE IRÁ CURAR O MUNDO Este mundo nunca necessitou da mensagem de Michael mais do que agora. NÓS TE HONRAMOS E TE AMAMOS PARA SEMPRE MICHAEL JOSEPH JACKSON
final.

13/02/2012

Livros escrito sobre Michael Jackson

É espantosa a quantidade de livros escrito sobre Michael muitos de seus conteúdo são distorcidos poucos falam realmente quem foi Michael Jackson.Onde nós como fãs temos que tomar cuidado e não deixar levar por simples palavras mas que pode fazer muita diferença.
Abaixo segue o link onde contem os livros:
http://www.joevogel.net/mj-studies