21/02/2012
4º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA
Enquanto a mídia estava ocupada perturbando uma multidão de charlatães e conhecidos distantes para externar o seu ponto de vista sobre o escândalo, o time de promotores atrás do último caso Jackson estava se envolvendo em alguns comportamentos altamente questionáveis – mas a mídia parecia não ligar. Durante a batida ao rancho Neverland, o Promotor Público Tom Sneddon – o promotor que sem sucesso perseguiu Jackson em 1993 – e seus oficiais quebraram os termos de seu próprio mandato de busca ao entrar no escritório de Jackson e tomando posse de irrelevantes pilhas de papel de negócios. Eles também deram uma batida ilegal no escritório de um PI que trabalhava na defesa do time de Jackson e roubaram documentos da defesa da casa do assistente pessoal do cantor. Sneddon também pareceu estar interferindo com elementos fundamentais do caso toda vez que alguma evidência surgia o que minava as alegações da família Arvizo. Por exemplo, quando o promotor público (district attorney) soube de duas entrevistas nas quais a família inteira dos Arvizo elogiou Jackson e negou qualquer abuso, ele (Sneddon) introduziu uma acusação de conspiração e alegou que eles tinham sido forçados a mentir contra a vontade. Em uma outra ocorrência, o advogado de Jackson, Mark Geragos apareceu na NBC em Janeiro 2004 e anunciou que o cantor tinha um álibi concreto e indiscutível para as datas mencionadas na folha da acusação. Quando Jackson foi processado novamente em Abril com a acusação de conspiração, as datas do abuso no inquérito policial foram trocadas por quase duas semanas. Sneddon mais tarde foi apanhado, aparentemente tentando plantar evidência de impressões digitais contra Jackson, permitindo que o acusador Gavin Arvizo manuseasse magazines para adultos durante a audiência do Júri Principal, e em seguida embalando os mesmos (magazines) para mandá-los para análise de impressões digitais. Não somente a maior parte da mídia fez vista grossa para esta confusão questionável e ocasional de atividade ilegal da parte da acusação, como também parecia perfeitamente contente ao perpetuar propaganda incriminatória a favor da acusação, apesar da completa falta de prova corroborativa. Por exemplo, Diane Dimond apareceu no programa Larry King Live, dias depois da prisão de Jackson e falou repetidamente sobre uma “pilha de cartas de amor” que o astro havia supostamente escrito para Gavin Arvizo. “Alguém aqui.... sabe da existência dessas cartas?”” perguntou King. “Com certeza,” Dimond respondeu. “Eu sei. Eu absolutamente sei da existência delas!” “Diane, você leu essas cartas?” “Não. Eu não as li.” Dimond admitiu que ela nunca tinha visto as cartas, muito menos lido as mesmas, mas ela disse que sabia sobre elas “de fontes fidedignas”[1]. Mas aquelas cartas nunca se materializaram. Quando Dimond disse que “ela absolutamente sabia” da sua existência, ela estava baseando seus comentários somente nas palavras de fontes policiais. Na melhor das hipóteses, a polícia estava repetindo em boa fé as alegações dos Arvizos. Na pior das hipóteses eles tinham inventado/confeccionado a estória eles mesmos para manchar o nome de Jackson.
5º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA
De qualquer maneira a estória viajou ao redor do mundo sem nenhum fio de evidência para confirmá-la. Depois de decorrido mais de um ano entre a prisão de Jackson e o começo e julgamento e a media foi obrigada a tentar manter a estória no ar tanto quanto possível durante este intervalo. Sabendo que Jackson estava limitado por ordem judicial e portanto impedido de responder, os simpatizantes da promotoria começaram a vazar documentos tais como, a declaração da policia em 1993 sobre o caso Jordan Chandler. A media, faminta por escândalo e sensacionalismo se atirou a eles. Ao mesmo tempo, alegações vendidas para os tablóides TV shows por ex-empregados descontentes nos anos de 1990 eram constantemente reavivadas e apresentadas como novas. Pequenos detalhes das alegações da família Arvizo periodicamente vazavam. Enquanto a maior parte da media relatava estas estórias como alegações e não como fatos, a maior quantidade e freqüência das estórias ligando Jackson ao abuso sexual, junto com a sua inabilidade de refutá-las , produzia um efeito devastador na imagem pública do astro. O julgamento começou no inicio de 2005 com a seleção do júri. Quando a NBC perguntou a Diane Dimond sobre a tática da acusação e da defesa para a seleção do júri, ela disse que a diferença era que a acusação estaria procurando por jurados que tivessem percepção de “bem versus mal” e “certo e errado”. Nem bem os jurados tinham sido selecionados Newsweek já estava tentando diminuí-los, dizendo que um júri de classe média seria incapaz de julgar convenientemente uma família de classe inferior. Em um artigo intitulado “Playing the Class Card” revista dizia: “O Julgamento de Jackson pode depender em algo mais do que racismo. E com isto não queremos dizer a evidencia. Quando o julgamento foi iniciado, ficou rapidamente aparente que o caso estava cheio de furos. A única “evidencia” da acusação era uma pilha de magazines pornográficos heterosexuais e alguns livros de arte. Thomas Mesereau escreveu em uma moção da corte, “O esforço de julgar Mr. Jackson por ele possuir uma das maiores bibliotecas particulares no mundo é alarmante. Nunca desde o dia negro de quase três quartos de século passados, alguém tem testemunhado uma acusação que reivindicasse que o fato de possuir livros de artistas famosos seria evidencia de um crime contra o estado”. O irmão de Gavin Arvizo, Star, subiu para depor no inicio do julgamento e alegou ter presenciado dois atos específicos de abuso mas o seu testemunho foi completamente inconsistente.
6º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA
continuação...
7º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA
continuação...
8º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA
Um desfile de seguranças e governantas tomou o assento das testemunhas para testificar que eles tinham presenciado abuso, a maior parte realizado em três meninos: Wade Robson, Brett Barnes e Macauley Culkin. Mas esses três garotos eram as primeiras testemunhas da defesa, cada um deles testemunhando que Jackson nunca tocou neles e que eles se ofenderam com essa implicação. Além do mais, foi revelado que cada um desses empregados anteriores haviam sido despedidos por Jackson por roubarem na sua propriedade ou tinham perdido um processo ilegal e terminaram devendo a Jackson grande soma em dinheiro. Eles também tinham negligenciado de comunicar à policia quando supostamente eles testemunharam esse abuso, até mesmo quando questionados em conexão com a alegação em 1993 sobre Jordie Chandler, mas subsequentemente tentaram vender estórias para a imprensa –algumas vezes com sucesso. Quanto mais dinheiro sobre a mesa, mais indecentes as alegações se tornavam. Em uma entrevista com Matt Drudge Roger Friedman reclamou que a mídia estava ignorando o interrogatório das testemunhas dos “maus atos anteriores” resultando em relatórios distorcidos. Ele disse “Quando a quinta-feira começou, aquela primeira hora foi com este sujeito Ralph Chacon que havia trabalhado no rancho como segurança. Ele contou a estória mais ultrajante. Era muito detalhada. E naturalmente todo mundo correu para fora para relatar sobre ela. Mas houve dez minutos logo antes do primeiro intervalo na quinta-feira quando Tom Mesereau se levantou e interrogou este sujeito e completamente destruiu suas alegações.” A quarta “vitima”, Jason Francia, tomou o assento e alegou que quando ele era criança, Jackson tinha abusado dele em três diferentes situações. Forçado a fornecer detalhes do “abuso”, ele disse que Jackson tinha feito cócegas nele três vezes por cima da roupa e que ele tinha necessitado anos de terapia para superar isso. Nesse momento viram o júri revirar os olhos, mas os reporters incluindo Dan Abrams , aclamaram-no como sugestivo, predizendo que ele poderia ser a testemunha que iria colocar Jackson atrás das grades. A mídia repetidamente afirmou que as alegações de Francia tinham sido feitas em 1990, levando audiências a acreditar que as alegações sobre Jordie Chanler eram pré-datadas. Na realidade, mesmo que Jason Francia alegasse que os atos de abuso tivessem ocorrido em 1990, ele não tinha reportado os mesmos até depois da tempestade da mídia sobre as alegações de Chandler, quando desta oportunidade, sua mãe, a empregada de Neverland, Blanca Francia prontamente extraiu $20,000 do Hard Copy por uma entrevista com Diane Dimond e outros $2.4 milhões em um acordo com Jackson. Além do mais transcritos de entrevistas da policia, mostravam que Francia tinha repetidamente mudado sua estória e tinha originalmente insistido que ele nunca tinha sido molestado. Transcritos também mostravam que ele somente disse ter sido molestado depois que os oficiais da policia repetidamente excederam os limites durante as entrevistas. Os oficiais repetidamente se referiam a Jackson como “o molestador”.
9º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA
Assinar:
Postagens (Atom)






