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21/02/2012

10º PARTE: UM DOS MAIS VERGONHOSOS EPISÓDIOS NA HISTÓRIA JORNALISTICA


Mesereau disse numa entrevista subsequente que quando o juri entregou 14 vereditos de INOCENTE, a mídia se sentiu humilhada. O analista da mídia Tim Rutten mais tarde comentou, “ O QUE ACONTECEU QUANDO JACKSON FOI INOCENTADO EM TODAS AS ACUSAÇÕES? FACES VERMELHAS? DÚVIDAS? UM POUCO DE BUSCA INTERIOR? TALVEZ UMA EXPRESSÃO DE ARREPENDIMENTO PELA PRESSA EM JULGAR? NÃOOOOOO . Ao invés disso a reação foi franco ódio misturado com desprezo e uma estranha expressão de surpresa. Seu alvo agora eram os jurados... O inferno não conhece fúria como de um repórter âncora como alvo de escárnio. Numa conferência da imprensa após o veredito, Sneddon continuou a se referir a Gavin Arvizo como “vitima” e ele disse que suspeitava que o “fator celebridade” tinha impedido o julgamento do júri – uma linha da qual muitos sabichões da mídia rapidamente se apropriaram quando começaram a subestimar os jurados e seus vereditos. Dentro de minutos do anúncio, Nancy Grace apareceu na TV Court para alegar que os jurados tinham sido seduzidos pela fama de Jackson e a alegação bizarra que a única ligação fraca da acusação tinha sido Janet Arvizo. “Eu vou comer um sanduiche de corvo agora mesmo”, ela disse. O gosto não está muito bom, mas sabe de uma coisa? Eu também não estou surpresa. Pensei que celebridade é um fator tão importante. Quando você pensa que conhece alguém, quando você tem assistido os seus shows, ouvido os seus discos, lido as letras de suas músicas, acreditado que elas vinham do coração de alguém ... Jackson é muito carismático, mesmo que ele nunca tenha subido ao assento das testemunhas. Isto tem um grande efeito no júri. “Eu não vou jogar uma pedra na mãe, ainda que eu ache que ela tenha sido o elo fraco neste caso, mas a realidade é que eu não fiquei surpresa. Eu pensei que o júri fosse votar em favor de uma negociação similar de testemunhas . Aparentemente a defesa desarmou-as com o contra interrogatório da mãe. Eu penso que se resume a isso, pura e simplesmente.” Nancy Grace mais tarde declarou que Jackson foi “declarado inocente devido a celebridade” e ela foi vista perseguindo o primeiro jurado Paul Rodriguez para que ele dissesse que acreditava que Jackson tinha molestado crianças. Um dos convidados de Grace, psico- analista Bethany Marshall,levantou acusação pessoal contra uma jurada, dizendo:” Esta é uma mulher que não tem vida própria.” Durante Fox News, Wendy Murphy estigmatizava Jackson como “o molestador Teflon” e disse que os jurados necessitavam de testes de Q.I. Mais tarde ela acrescentou, “ Eu realmente penso que é o fator celebridade, e não a evidência. Eu acho que os jurados sequer entenderam quão influenciados eles foram por quem Michael Jackson é... Eles basicamente puseram alvos nas costas de todos, especialmente os altamente vulneráveis, crianças que agora vão entrar na vida de Michael Jackson.” O analista legal Jeffrey Toobin disse à CNN que ele pensava que o testemunho de “maus atos anteriores” tinha sido “evidência efetiva”, mesmo que muitos meninos no centro daquele testemunho tenham tomado o assento como testemunhas da defesa e negaram ter sido molestados. Ele também disse que a defesa ganhou porque “eles puderam contar uma estória, e jurados, você sabe, sempre entendem estórias mais do que fatos individuais”. Somente Roberto Shapiro foi digno na presença dos vereditos, dizendo aos expectadores que eles deveriam aceitar a decisão dos jurados , porque os mesmos eram de “uma parte muito conservadora da Califórnia e se eles não tiveram nenhuma dúvida, nenhum de nós deve ter qualquer dúvida.” No dia seguinte no programa Good Morning America, Diane Sawyer defendeu a idéia que o veredito tinha sido influenciado pelo status de celebridade de Jackson. “Você tem certeza?” ela contestava. “Você tem certeza que este homem gigantescamente renomado entrando na sala do tribunal não teve nenhuma influência?” O Washington Post comentou. “ Uma absolvição na limpa o nome dele, ela somente deixa a água turva”. Ambos, o New York Post e o New York Dail News exibiam a manchete sarcastica : “Rapaz, Oh, Rapaz!” No seu artigo final no New York Post sobre o julgamento Diane Dimond lamentava o veredito de inocente, dizendo que deixava o Michael Jackson intocável. Ele escreveu, “Ele saiu da corte um homem livre, inocente em todas as acusações. Mas Michael Jackson é tão mais do que livre. Ele agora tem carta branca para viver sua vida da maneira como ele quer, com quem ele desejar, porque quem jamais tentaria processá-lo agora”? Na Inglaterra o jornal Sun publicou um artigo da Jane Moore, uma celebridade extraordinária rent-a-gob and talking head, entitulado “ Se o júri concorda que Janet Arvizo é uma mãe má ( e ela É) ... Como eles deixaram Jackson livre?” Começava: “Michael Jackson é inocente. Justiça foi feita. Ou assim os malucos barulhentos reunidos fora do tribunal querem que acreditemos.” Em seguida ela questionou a capacidade mental dos jurados e descartou o sistema legal Americano como ”meio-endurecido”. “Nada nem ninguém verdadeiramente emerge como vencedor desta lamentável confusão”, ela concluiu, “ muito menos de tudo o que eles ridiculamente chamam de “justiça Americana”. Ally Ross, colaborador do jornal Sun, qualificou os fans de Jackson como “tristes, solitários detetives sabichões”.

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